O tema inclusão escolar tem sido
amplamente discutido por muitos autores que veem e tentam mostrar à
todos os benefícios que este tipo de prática proporciona para o
desenvolvimento e aprendizagem das crianças ao serem inseridas em um
ambiente que há pouco tempo atrás nem se imaginava possível, pois
a segregação das crianças com necessidades educativas especiais,
do convívio social, era uma prática corrente. A inclusão traz
consigo a ideia de igualdade de direitos e, principalmente o respeito
às diferenças, ao afirmar que independente das necessidades
especiais todas as crianças têm o direito de frequentar uma escola
regular e aprender os conceitos trabalhados.
Dessa maneira, é necessário planejar
a organização do ambiente e das atividades escolares para promover
interações cooperativas entre alunos com e sem necessidades
especiais e, assim favorecer a inclusão.
Os autores Monteiro,1997 e
Bishop,1999, destacam que alunos que convivem com colegas com
necessidades especiais aprendem a resolver problemas de forma
cooperativa e apresentam menos comportamentos segregadores ou
excludentes, também identificaram a aquisição de valores como
respeito e valorização às diferenças e solidariedade, mostrando
assim que a inclusão traz benefícios tanto para as crianças com
síndrome de Down quanto para as crianças tidas como “normais”.
Pesquisas mostram que as crianças se
desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente
inclusivo. Não podemos esquecer que com o convívio na mesma sala de
aula, essas crianças desenvolvem relações de amizade, através das
quais assumem como modelo para a sua aprendizagem e desenvolvimento
intelectual e social.
Cooperando socialmente uns com os
outros eles criam oportunidades diárias de se misturar com seus
parceiros que com desenvolvimento típico vão proporcionando modelos
para comportamento de acordo com a faixa etária e dando um passo
chave em direção à inclusão na vida comunitária e na sociedade
como um todo.
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