quarta-feira, 9 de maio de 2012

Execução de Exercícios e Provas


Ao executar exercícios ou provas com alunos com Síndrome de Down, o professor deve elaborar uma maneira pratica e diferenciada de avaliar esses alunos. Esta avaliação pode ser efetuada de várias formas: uma conversa, um exercício escrito, a resolução de um problema, etc. Tudo depende do objetivo em questão. Por outro lado, tenta-se sempre que os objetivos anteriores também sejam avaliados de forma a que a avaliação seja um processo contínuo.
O aluno com Down não deve ser avaliado da mesma forma que uma criança normal. Por ele ter dificuldades de reter informações extensas, o professor deve ir fazendo a avaliação processual. Cada avanço que ele apresentar deve ser levado em conta. Exercícios devem ter uma estrutura diferente, letras maiores e contar com gravuras para ilustrar as atividades. O importante não é a velocidade. É saber a direção.
Para realizar uma verdadeira avaliação dos progressos do aluno, assim como de seu nível inicial, nem sempre podemos utilizar os mesmos instrumentos com todas as crianças. Do mesmo modo que não podemos dar a uma criança cega um livro escrito, tampouco podemos avaliar uma criança com Síndrome de Down do mesmo modo que ao resto dos alunos. O uso do exame escrito se limitará àqueles alunos que realmente sabem ler, mas obviamente terá que adaptar-se ao nível de escrita do aluno: estudar-se-á se é melhor aplicar perguntas abertas ou tipo teste, por exemplo:
  • Nas crianças menores, serão avaliadas as aprendizagens conseguidas mediante a manipulação, aplicação ou uso dos conteúdos trabalhados.
  • Serão feitos exames orais, ou serão pedidos trabalhos ou atividades nas qual o aluno demonstre o que conhece.
  • Os alunos com Síndrome de Down têm dificuldades na generalização das aprendizagens, de maneira que não os avaliaremos sempre do mesmo modo nem com os mesmos materiais, já que é possível que tenham aprendido em um determinado contexto, sem capacidade para generalizar para outras situações.
  • Finalmente dizer que é fundamental a avaliação contínua, e não apenas determinar se um aluno sabe ou não sabe pelo que demonstre em um dado momento, tem que ser ao longo de todo o curso.

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