quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sindrome de Down (O oitavo Dia)

Na minha escola todo mundo é igual

Relato feito por Guilherme - História da Minha Vida




Meu nome é Guilherme Gonçalves Martins Campos, e a minha história é a seguinte:
A nossa história começa, há muito tempo, foi quando a minha mãe gerou minha irmã e depois a mim. Meu nome, ainda, não era encontrado, eu era apenas um bebê e minha irmã estava com 4 anos de idade. Além do meu nome, tinham vários nomes de meninos na lista dos meus pais. Foi então, que a Renata com 4 anos, decidiu me ver no berçário, eu estava dormindo. A linda, analisando tudo, viu um nome muito, muito bom e queria chamar a atenção da minha mãe e do meu pai, quando souberam do nome, ficaram muito felizes. Porque eles tinham esse nome na lista deles, Guilherme.
Hoje eu tenho 18 anos, eu tenho Síndrome de Down, eu adoro cozinhar, vou no Chefes Especiais, faço 2 tipos de teatro, um para dançar e outro para atuar vivendo no papel de Leandro, na peça A Viagem do Capitão Tornado.
Quero ser um dia, ator, cozinheiro e maquiador, é o que falta.
Eu adoro fazer amigos, sempre tenho essa vontade de conhecer amigos e amigas.
Adoro ganhar presente, de natal, de aniversário, mas, eu sou solteiro não tenho nenhuma namorada, por isso, se tivesse alguém eu daria um presente, para o dia dos Namorados. Todos os namorados da minha irmã eu era amigo, e sou até hoje.
Eu e minha irmã, somos São Paulinos. Na minha escola atual Oswaldo Aranha é publica, já entrei arrasando, virei Vice- Representante da sala, ganhei notas boas, fazendo amigas e amigos. Já passei por 4 escolas além dessa.
Adoro aprender coisas novas, viajar em família, colecionar figurinhas, minha família inteira, DVDS, música, ir ao cinema e ir aos restaurantes.

Beijos,
Guilherme

Relato sobre o Guilherme Gonçalves Martins Campos (SD), por sua mãe


Guilherme nasceu no dia 15/01/1994 com Síndrome de Down, tivemos muita sorte no momento da notícia, pois para muitas pessoas isso gera um trauma.
Naquela época era mais difícil saber se um filho seria Down do que hoje em dia. Eu só fiquei sabendo quando ele nasceu.
Assim que soubemos, eu e meu marido arregaçamos as mangas e já saímos atrás do que devíamos fazer para ele desenvolver o melhor que pudesse.
A primeira indicação foi a Clínica do Morumbi, aqui em São Paulo, onde ele foi avaliado e começou seções de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, com alguns meses de vida.
Também nessa mesma época com seis meses iniciou a estimulação precoce na APAE (SP)
Com dois anos fomos ao Neurologista Dr. Salomão Schwartzman, que o acompanha até hoje. Ele começou andar com dois anos.
Como eu trabalhava nessa época ele entrou para escolinha com um ano e cinco meses, ainda usava fraldas, mas logo em seguida conseguimos tirar juntamente com a Escola.
Essa escola era de ensino regular a mesma que minha filha Renata estudava. Os profissionais da APAE que o acompanhavam me disseram que ele estava muito bem desenvolvido e que eles indicavam que ele fizesse uma escola regular e não especial.
A escola chamava-se Domus Sapientiae, e foi muito importante no desenvolvimento dele em todos os sentidos. No começo a Fono e TO iam até a escola para passar para eles algumas dicas de como fazer certas coisas para o entendimento ser mais fácil.
Nessa escola ele foi alfabetizado na mesma época que todos os amiguinhos, só que ele era um ano mais velho que eles, tinha feito oito anos.
Com três anos Guilherme começou a fazer Equoterapia, como ajuda no tratamento de Fisioterapia e foi até os 11 anos quando já participava de torneios e trotava com seu cavalo.
Aos quatro anos começou aulas de natação o que faz muito bem até hoje, nada quatro estilos.
Ele conseguiu falar com frases com quatro anos e meio. Acho que essa foi a maior dificuldade dele, falar.
Com nove anos começou a Capoeira, que não pratica atualmente, mas gosta muito e sabe jogar, inclusive tocou berimbau acompanhando muito bem o ritmo, quando retomou a capoeira com uns catorze anos.
Outra dificuldade encontrada quando ele tinha 10 anos foi que precisamos mudar de escola onde ele estava desde bebê. Daí começou a luta atrás de escola que o aceitasse, encontramos uma escola que era 50% de crianças especiais e as matérias eram adaptadas. Essa escola fechou um ano e meio depois e aí sim é que foi difícil encontrarmos outra, regular, que fizesse inclusão. Depois de muito procurar e receber não, consegui uma escola menor chamada Mosaico, que o aceitou no mesmo ano que ele já havia cursado antes. Então repetiu o 4º ano e ficou nessa escola até os 16 anos quando se formou no ensino fundamental.
Na escola regular enquanto todos são pequenos quase não existe discriminação, mas quando se tornam adolescentes, aí as coisas complicam. Normalmente nessa época só os amigos que vem em casa, mas não convidam ele para sair ou ir a casa deles.
No Mosaico ele formou-se no 9º ano em 2010 e em 2011 decidimos que ele iria parar, pois a escola que ele estava era muito exigente e ele e os pais estavam bastante cansados.
Procuramos uma escola especial, pois também nessa época estávamos sentindo a necessidade dele conviver com mais pessoas com Síndrome de Down para poder fazer mais amizades e quem sabe achar uma namorada que é seu objetivo atual.
Essa associação que ele começou a frequentar chama-se ADID (Associação para o desenvolvimento Integral do Down), lá ele entrou para o Teatro convencional, teve aulas de cidadania (onde aprendia sair de ônibus, mexer com dinheiro fazer tabelas no computador, etc..), também começou noções de culinária.
A primeira peça que estreou no teatro convencional foi “Sonhos de uma noite de verão” de William Shakespeare, e foi apresentado no teatro do SESI –SP, na Av.Paulista.
Através do teatro foi convidado para participar de um filme curta metragem que ainda não saiu o DVD.
Foi nesse mesmo ano de 2011, que ele começou a participar do Programa Chefs Especiais e o teatro dos menestréis, só para pessoas com Síndrome de Down.
Nesse programa Chefs especiais, um chefe famoso é convidado a cozinhar com 15 Downs, normalmente é feito em espaços de gastronomia cedidos para os Chefs Especiais.
Em 2011 quando saiu da escola regular e ficou só na ADID, ele queria realizar três sonhos: Cozinhar, fazer teatro e fazer maquiagem. Conseguimos que ele experimentasse dois desses sonhos que é cozinhar e fazer teatro, o outro ainda estamos procurando.
Com essas experiências, ele me disse que quer fazer faculdade de Gastronomia, então... Esse ano de 2012 ele voltou para a escola regular e agora está cursando o primeiro ano do ensino médio na rede pública, onde está se saindo muito bem. Já no primeiro bimestre tirou notas muito boas, só azuis. A escola é do governo e chama-se Oswaldo Aranha.
Atualmente, ele está com 18 anos, adora cinema, passear, ir a restaurantes. Ele é muito alegre e feliz. Tem Face book, faz pesquisas dos seus trabalhos sozinhas no Google. Ele viaja de avião sozinho daqui de São Paulo até Campo Grande.
Agora o seu grupo de Teatro a Oficina dos Menestréis, está apresentando o espetáculo UP 3 No teatro Dias Gomes, aqui em São Paulo, casa cheia todo espetáculo.

Perfil do Aluno



O aluno que receberemos tem 9 anos de idade, irá cursar o primeiro ano do Ensino Fundamental, vem de uma creche municipal, onde foi estimulado a motricidade, fala e socialização, pois sabemos que as crianças com Síndrome de Down não apenas levam mais tempo para se desenvolver e portanto precisam de um currículo mais diluído. Apresentam implicações físicas como por exemplo flacidez muscular (hipotonia), que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa e têm comprometimentos cognitivos e fala, também podem apresentar problemas visuais e auditivos.


Inclusão Social


A inclusão social ganha cada vez mais espaços nas instituições educacionais e na sociedade. Para que esta seja efetiva, fica evidente a necessidade do apoio de políticas específicas na conscientização da população e que sejam realmente implantadas na sociedade, com o intuito de incluir as pessoas com necessidades especiais na rede regular de ensino.
Apesar de sua complexidade, a educação das crianças com Síndrome de Down é possível, ou seja, são crianças capazes de aprender. A educação visa melhorar sua vida diária, com seus pares e sua autonomia. Logo, a inclusão deve ser ampla no sentido de atender não só a criança, mas toda a sua família, que precisa de orientação pedagógica e acompanhamento de profissionais da saúde, para que a qualidade de vida tanto da criança quanto de seus familiares seja cada vez mais aprimorada.
Crianças com Síndrome de Down fazem parte de uma população que precisa ser incluída na sociedade do século XXI. Visto que, no passado foram segregados e marginalizados, trancados e escondidos, excluídos da vida social. Com o passar dos anos e através de estudos científicos foi possível conhecer e entender a Síndrome de Down, que continua muito estudada nos dias atuais.

Artefatos Tecnológicos


Toda tecnologia possível, a serviço de um projeto educacional, propicia condições aos alunos de trabalharem a partir de temas, projetos ou atividades extracurriculares. As tecnologias favorecem ao desenvolvimento da inteligência, flexibilidade e criatividade.

A utilização de cartazes com palavras escritas em todos os objetos da sala se faz muito importante, a utilização de quebra-cabeças, blocos de montagem, bastantes gravuras, bem como a utilização dos diversos recursos midiáticos como aparelhos de TV, DVD, Micro System e Computadores muito contribuirá na assimilação dos conteúdos propostos.


Precisamos considerar algumas orientações importantes:

a) Apoio visual mediante imagens das ordens dadas verbalmente.

b) Escrever no quadro as ordens dadas verbalmente.

c) Colocar indicadores visuais claros dos diferentes espaços e da sala de aula.

d) Indicar com imagens ou palavras os horários ou a sequência das diferentes atividades a realizar.

e) Indicar com palavras ou imagens as diferentes tarefas que se tem que realizar.

Segundo Papert (1988), a presença do computador contribui para processos mentais, influenciando o pensamento das pessoas. As crianças podem ser construtoras de suas próprias estruturas intelectuais. Os trabalhos de informática realizados por crianças com Síndrome de Down mostram enriquecimento de suas possibilidades, podendo oportunizar interações diversas, no campo afetivo, humano, social, individual, que ajudarão no seu crescimento integral.

Referência







quarta-feira, 9 de maio de 2012

Preparação do Professor


Acredito que a melhor preparação que o professor possa ter é a informação sobre a Síndrome de Down para saber agir diante do aluno que irá receber. A espontaneidade nas atitudes, no jeito de lidar e responder a esta criança de forma positiva serve como exemplo para as demais crianças, e de estímulo para despertar o desejo e a curiosidade de aprender. Escutar a criança, dar espaço para se expressar, aprender e vivenciar auxiliam no processo de ensino-aprendizagem.

Não podemos deixar de dizer que se faz necessário que o professor conheça o histórico de vida do seu aluno, tenha uma relação de confiança e afetividade, conheça suas limitações e necessidades e que não se frustre no decorrer do processo de aprendizagem.

A escola como um todo deve ter em mente a inclusão de todos os alunos, em todas as atividades desenvolvidas independentemente das necessidades diferenciadas de cada um.

Diagnótico do Aluno


Acreditamos ser muito importante à escola e ao professor que vai receber uma criança com Síndrome de Down, ter conhecimento das condições do aluno, conversar com os pais para conhecê-lo o melhor possível.

Silva; Dessen (2002) explicam que é importante conhecer as famílias de crianças com Síndrome de Down, porque a família é o primeiro agente de socialização da criança, em que a mesma vai encontrar apoio ou não para o seu desenvolvimento. Então, a família se torna mediadora das relações da criança Down com a escola, com a sociedade e com os diversos ambientes.

A educação de uma criança inicia no âmbito familiar. Através do relacionamento familiar, a criança adquire conhecimentos básicos para a sobrevivência por meio de uma educação não formal.

As relações da criança deficiente com os pais resultam em experiências emocionais e de aprendizagens responsáveis pela formação da identidade da mesma. Visto que, o resultado dessas relações podem ser positivo ou negativo. Por isso, entender a deficiência da criança, conhecer suas capacidades, aceitá-la e amá-la facilitam nos relacionamentos diários e no processo de aprendizagem.



Referência

Silva; Dessen. Sìndrome de Down: etiologia, caracterização e impacto na família.

Interação em Psicologia, ano 02, vol 6, jul./dez. 2002, p. 167-176.

Adaptação do Aluno à Sala


Em geral, as crianças com Síndrome de Down frequentam escolas de ensino regular. Embora os portadores de Síndrome de Down tenham limitações de ordem cognitiva, é fundamental acreditar que eles apresentam potencial para aprendizagem.
Para atenderem pessoas com Síndrome de Down, as instituições educacionais precisam fazer algumas mudanças no processo ensino-aprendizagem como, por exemplo: trabalhar com variedades de objetos educacionais, estabelecer objetivos que envolvam as diversas área do desenvolvimento, incluir conteúdos que indiquem valores, normas de condutas e atitudes socialmente relevantes.
A integração em sala de aula é fundamental. O educador deverá conversar com seus alunos primeiramente sobre a deficiência do novo aluno. Muitas vezes a discriminação acontece pela falta de conhecimento, ou por não saber lidar com uma situação nova, que não é comum.
A adaptação ocorrerá através de estímulo, principalmente dos pais, da integração com colegas e sua pré-disposição para querer aprender.
Vigotsky afirma que as interações sociais promovem o desenvolvimento psicológico individual, inclusive nas dimensões cognitivas superiores, e que quanto mais ampla a diversidade destas, maior a riqueza no processo de construção do conhecimento. Desta forma, a inclusão de crianças com síndrome de Down no contexto escolar possibilita-lhes diferentes competências devido à variedade de interações sociais.
Assim, as interações sociais têm papel fundamental no desenvolvimento da criança com deficiência, sendo que possibilitará a ela subsídios para ultrapassar suas dificuldades, assim como irá impor limites a serem transpostos (VIGOTSKY, 2003).
No processo de aprendizado, o professor pode utilizar em sua prática escolar de materiais que contenham objetos concretos e/ou situações da vida real antes de introduzir conteúdos novos e conceitos abstratos, devem-se utilizar temas comuns a várias áreas, de forma a integrar as informações.
Não há, porém uma "receitapara estes casos. As crianças com Síndrome de Down, assim como outra criança qualquer, são muito diferentes entre si, tanto acerca da sua personalidade, quanto em relação aos diversos e variados interesses e habilidades.

Adaptações físicas da sala
O portador de Síndrome Down necessita de um espaço projetado para garantir conforto, tranquilidade e segurança. É importante que o ambiente físico da escola, não apresente escadas e superfícies escorregadias.
A disposição da sala ficará mais acessível em círculos e semicírculos, pois facilita a locomoção.
Em algumas escolas, há salas especiais para terapia física e ocupacional que são equipadas com os materiais necessários usados para o tratamento de deficiências musculares e para o aperfeiçoamento da coordenação motora.
É primordial investir em mudança cultural envolvendo a sensibilização dos funcionários para receber o aluno com deficiência, bem como na sensibilização do mesmo para sua inclusão neste ambiente.


Referências

http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx07.htm Acessado em 08 de maio de 2012.

VIGOSTSKY, Lev Semyonovitch. A formação social da mente. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-down-inclusao-cromosso-21-622538.shtml  Acessado em 10/05/2012










Soluções Para Entraves ao Desenvolvimento


Os seguintes fatores são comuns a várias crianças com Síndrome de Down.

FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO
  • Forte reconhecimento visual e habilidade visual de aprendizado, incluindo;
  • Habilidade de aprender e usar sinais, gestos e apoio visual;
  • Imitação de comportamento e atitudes dos colegas e adultos;
  • Aprendizado com currículo prático e material e com atividades de manipulação.
  • Coloque o aluno mais à frente, quando necessário (visual);
  • Reforce o discurso com material de apoio visual – figuras, fotos, objetos;
  • Oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento – todos as habilidades motoras melhoram com a prática;
  • Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo, alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.
  • Usar um grande leque de atividades e materiais multissensoriais;
  • Propor atividades que sejam significativas;
  • Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder;
  • Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar;
  • Falar frente a frente e com os olhos nos olhos do aluno;
  • Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas;
  • Checar o entendimento – pedir para a criança repetir instruções dadas;
  • Evitar vocabulário ambíguo;
  • Reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais;
  • Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia;
  • Reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto;
  • Enfatizar palavras-chave reforçando-as visualmente;
  • Ensinar gramática com material impresso, cartões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc;
  • Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monossilábicas;Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais;
  • Permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente;
  • O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “novidades”;
  • Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc;
  • Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas;
  • Fazer uso das tecnologias aumenta o interesse da criança por mais tempo;
  • Encoraje a solução de problemas.
  • Lembre-se: em geral, crianças com Síndrome de Down têm fortes habilidades de aprendizagem visual, mas não são bons aprendizes auditivos. Sempre que possível eles necessitam de apoio visual e concreto e materiais práticos para reforçar as informações auditivas.


Referências