Para
Voivodic (2005, p. 48), família se constitui o
primeiro grupo social da criança, e é através do relacionamento
familiar que a criança viverá a primeira inserção no mundo. É no
seio da família que a criança terá suas primeiras experiências,
sendo, portanto esta a unidade básica de crescimento do ser humano e
sua primeira matriz de aprendizagem.
Para
Simão (2004), a interação faz parte de um processo que é
construído passo a passo, e as pessoas envolvidas exercem influência
uma sobre a outra, intervindo cognitiva e emocionalmente. Tal
interferência mútua possibilita mudanças e, consequentemente,
construção, desenvolvimento do conhecimento e afetividade nos
participantes. É por meio da interação que cada um permite e
experimenta a confiança em si e no outro de acordo com as atividades
propostas durante o ensino e as situações cotidianas de sala de
aula.
É
indiscutível a importância da participação da família na vida
escolar da criança, seja ela com alguma deficiência física e/ou
intelectual ou não. Professores conseguem constatar de perto essa
realidade, uma vez que percebem nitidamente a diferença que ocorre
na aprendizagem dos alunos que não têm um acompanhamento eficiente
dos pais com relação àqueles que têm.
Ao
se tratar da criança com Síndrome de Down, essa participação
torna-se mais fundamental, pois a família pode e deve ajudar o
professor, que muitas vezes não recebeu a formação necessária
para trabalhar com essas crianças e assim juntos conseguir o
objetivo principal que é fazer essa criança se desenvolver e
inseri-la na sociedade.
O
professor deve informar-se junto à família do aluno para obter
todas as informações necessárias sobre ele para assim conhecer
melhor a sua convivência familiar e social, suas dificuldades,
potencialidades e quais as expectativas com relação a Escola. Nesse
momento deve ser esclarecido sobre a necessidade do comprometimento
da família em acompanhar o aluno de forma sistemática em reuniões
individuais e coletivas sempre que houver necessidade. Deve ser
esclarecida, também, a proposta pedagógica da Escola, desde as
regras coletivas até o processo de avaliação. É preciso que a
família sinta-se confortável, segura, confiante e realista diante
das novas possibilidades que surgem diante da inclusão.
Referências
Simão, L.M. (2004). O
outro no desenvolvimento Humano: diálogos para a pesquisa e a
prática profissional em
psicologia. São Paulo: Thomson.
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