quarta-feira, 9 de maio de 2012

Interação com a Família do Aluno


Para Voivodic (2005, p. 48), família se constitui o primeiro grupo social da criança, e é através do relacionamento familiar que a criança viverá a primeira inserção no mundo. É no seio da família que a criança terá suas primeiras experiências, sendo, portanto esta a unidade básica de crescimento do ser humano e sua primeira matriz de aprendizagem.
Para Simão (2004), a interação faz parte de um processo que é construído passo a passo, e as pessoas envolvidas exercem influência uma sobre a outra, intervindo cognitiva e emocionalmente. Tal interferência mútua possibilita mudanças e, consequentemente, construção, desenvolvimento do conhecimento e afetividade nos participantes. É por meio da interação que cada um permite e experimenta a confiança em si e no outro de acordo com as atividades propostas durante o ensino e as situações cotidianas de sala de aula.
É indiscutível a importância da participação da família na vida escolar da criança, seja ela com alguma deficiência física e/ou intelectual ou não. Professores conseguem constatar de perto essa realidade, uma vez que percebem nitidamente a diferença que ocorre na aprendizagem dos alunos que não têm um acompanhamento eficiente dos pais com relação àqueles que têm.
Ao se tratar da criança com Síndrome de Down, essa participação torna-se mais fundamental, pois a família pode e deve ajudar o professor, que muitas vezes não recebeu a formação necessária para trabalhar com essas crianças e assim juntos conseguir o objetivo principal que é fazer essa criança se desenvolver e inseri-la na sociedade.
O professor deve informar-se junto à família do aluno para obter todas as informações necessárias sobre ele para assim conhecer melhor a sua convivência familiar e social, suas dificuldades, potencialidades e quais as expectativas com relação a Escola. Nesse momento deve ser esclarecido sobre a necessidade do comprometimento da família em acompanhar o aluno de forma sistemática em reuniões individuais e coletivas sempre que houver necessidade. Deve ser esclarecida, também, a proposta pedagógica da Escola, desde as regras coletivas até o processo de avaliação. É preciso que a família sinta-se confortável, segura, confiante e realista diante das novas possibilidades que surgem diante da inclusão.
Referências

Simão, L.M. (2004). O outro no desenvolvimento Humano: diálogos para a pesquisa e a
prática profissional em psicologia. São Paulo: Thomson.

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